sexta-feira, 29 de maio de 2015

Relatório “Mind your Step”, calcula a pegada ecológica de smartphones dos 10 maiores fabricantes mundiais. Você sabe quanta água é gasta na produção do seu celular? Além de água e terra o processo tem impacto direto na vida trabalhadores

 
Por Redação do Akatu 
Os smartphones proporcionaram mudanças significativas na vida das pessoas, mas poucos percebem o impacto de sua produção no meio ambiente. A extração de materiais da terra e o processo de fabricação de um smartphone resultam em uma significativa pegada ecológica, revelou uma pesquisa da Trucost, feita a pedido da Friends of the Earth, aliança internacional de organizações em prol do meio ambiente.
Um único smartphone genérico consome em sua produção 12.760 litros de água e 18 metros quadrados de solo, segundo o relatório Mind your Step, que calcula a pegada ecológica de produtos como botas de couro, café, camisetas e chocolate. O levantamento da Trucost levou em conta os smartphones dos 10 maiores fabricantes mundiais.
A fase final de fabricação e montagem do smartphone é responsável por 40% dos gastos de água do processo. A obtenção de materiais brutos consome outros 40% de água utilizada na produção de um smartphone, enquanto 14% são consumidos na fabricação de componentes eletrônicos que serão utilizados no smartphone.
A demanda por terra na cadeia produtiva de um smartphone vem principalmente da produção de materiais para embalagem (55% do uso da terra), enquanto a extração de material bruto demanda 39% do uso de terra e a mineração consome 5% do uso da terra na fabricação de smartphones.
Além de água e terra, a fabricação de um smartphone exige a extração dos chamados elementos de terras raras, usados para produzir bateriais, lâmpadas LED, placas de circuito eletrônico e telas de vidro. A China domina o mercado desses elementos, que no processo de extração têm um forte impacto no meio ambiente. A mineração dos elementos de terra rara gera resíduos como arsênio, bário, cádmio, chumbo, fluoretos e sulfatos, o que resulta em 75 mil litros de água ácida e gases tóxicos.
A produção de smartphones também tem impacto na vida trabalhadores. Uma investigação do Friends of the Earth revelou que muitos trabalhadores morrem ou são feridos nas minas da Ilha de Bangka, na Indonésia, de onde vem um terço do estanho no mundo. O estanho é uma componente chave na fabricação de smartphones. A mineração de estanho está devastando as florestas locais, contaminando a água e o solo, além de danificar os recifes de corais.

 

4 comentários:

  1. É impressionante como a industria consegue gastar tanta água para fazer um celular, ainda mais com essa crise de água e todos tendo que economizar, se a industria não usar tanta água assim a crise hídrica seria bem menor

    João Guilherme costa Sene - 8C

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  2. uma crise de grandes proporções como a que estamos vivendo cria oportunidades para profundas mudanças na gestão da água a partir de três princípios básicos: a água é um direito humano e não pode ser tratada como mercadoria; todos os governos têm responsabilidade sobre a água e prestam um serviço à população; e os planejamentos hídricos devem necessariamente considerar a recuperação e recomposição dos mananciais e das atuais fontes de água.

    Rebeca de Santis - 1EM - Unid. SBC

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  3. uma crise de grandes proporções como a que estamos vivendo cria oportunidades para profundas mudanças na gestão da água a partir de três princípios básicos: a água é um direito humano e não pode ser tratada como mercadoria; todos os governos têm responsabilidade sobre a água e prestam um serviço à população; e os planejamentos hídricos devem necessariamente considerar a recuperação e recomposição dos mananciais e das atuais fontes de água.

    Rebeca de Santis - 1EM - Unid. SBC

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  4. uma crise de grandes proporções como a que estamos vivendo cria oportunidades para profundas mudanças na gestão da água a partir de três princípios básicos: a água é um direito humano e não pode ser tratada como mercadoria; todos os governos têm responsabilidade sobre a água e prestam um serviço à população; e os planejamentos hídricos devem necessariamente considerar a recuperação e recomposição dos mananciais e das atuais fontes de água.

    Rebeca de Santis - 1EM - Unid. SBC

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