“A população precisa
economizar água”. A afirmativa é uma simplificação da realidade, pois os
grandes consumidores (indústrias ou grandes estabelecimentos, por exemplo, são
responsáveis por aproximadamente 22% do consumo de água), o agronegócio (70%),
enquanto o uso doméstico representa aproximadamente 8% do consumo, conforme
gráficos abaixo.
Outro fator extremamente
preocupante é a perda de água por falta
de manutenção do sistema , uma vez que os dados oficiais comprovam que o Brasil
é recordista mundial em desperdício de água potável.
Infelizmente os números
oficiais parecem camuflados. A seguinte conta nunca fecha: consumo total =
esgoto total + perda + água gasta em irrigação. Estima-se que as perdas em São
Paulo estejam entre 30% e 40%. Ou seja,
essa quantidade vaza na tubulação antes de atingir os consumidores. Água
tratada e perdida.
Outro aspecto muito interessante relacionada ao consumo de água na produção agropecuária e industrial é a pegada hídrica (water
footprint), que é o volume de água necessária para produzir um determinado produto
em nível industrial, levando em conta a
água efetivamente utilizada nos vários processos dentro da cadeia produtiva
industrial.
A água potável é um
verdadeiro ouro azul, raro, mas muito necessário para que a indústria de
alimentos consiga cada vez mais garantir uma produção contínua. Basta pensar
nos países em desenvolvimento no mundo, onde o acesso à água potável é difícil,
se não quase ausente, para entender que chegou a hora de pedir à indústria
alimentícia limitar o consumo e o desperdício d'água. Será possível?
Joacir Feliciano Pimenta
Professor de Geografia





As postagens sobre “Algumas reflexões sobre o consumo e desperdício de água” é muito interessante, nos mostra os fatores extremamente preocupantes sobre a falta de água, o modo que a água é mais gasta e onde. E infelizmente, é com muita decepção que nós temos que afirmar que o Brasil é recordista mundial em desperdício de água potável. A água é um recurso limitado, e o seu desperdício tem consequências. Cada setor da economia, cada fatia da sociedade, tem sua parcela de responsabilidade nessa história, segundo o gráfico, indústrias ou grandes estabelecimentos, por exemplo, são responsáveis por aproximadamente 22% do consumo de água, a agricultura, 70%, enquanto o uso doméstico representa aproximadamente 8% do consumo.
ResponderExcluirA população brasileira gasta água pela facilidade de abrir a torneira e usá-la, sem perceber. Em algumas regiões, a água era considerada um recurso farto, mesmo quando os primeiros sinais apareceram, todos ignoraram, as pessoas tem dificuldade para renovar seus hábitos. Por exemplo, ouvi uma vez, uma senhora contar que quando sua pia esteve com problema no sifão, ela utilizou um balde para recolher a água suja, com isto ela percebeu a grande quantidade de água gasta na limpeza da louça de uma refeição. Na França, não tem água em abundância como no Brasil, o custo do abastecimento é alto, então a economia da água já está na cultura. Não se desperdiça com lavagem do chão, a lavagem da roupa é bem planejada, o banho não demora uma eternidade, algumas pessoas utilizam uma bacia para lavar a louça, assim aproveitam melhor a água.
Mariana Zanetti - 1EMA - unid. SBC
A situação hídrica que São Paulo enfrentou e enfrenta até os dias atuais se da por uma verdadeira incompetência dos órgãos responsáveis.Obviamente que a escassez de chuvas é uma situação que irá se reverter( já que como diz uma das leis básicas da química, Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma, ou seja , a água não irá sumir), a grande questão é que tal situação poderia ter sido evitada
ResponderExcluirOs índices pluviométricos vem caindo, e isso não é de hoje.O governo estadual deveria ter analisado isso melhor, e previsto a situação hídrica( isso por que pesquisas que previam essa situação não faltavam, como a da USP de 2009).Essa era uma situação para ser analisada e contornada
Mesmo que os poderes locais não tivessem feito tais medidas, o que realmente assusta é a falta de infraestrutura para a água.Além de 50% aproximadamente das águas enviadas pela Sabesp se perdem.Além disso, a falta de chuvas está afetando principalmente o sistema cantareira, e não São Paulo inteiro(bacias como a do Rio São Lourenço estão quase cheias, e com a infraestrutura correta, poderia ser aproveitada)
Concluindo, o problema hídrico do estado de São Paulo se da pela inconsequência do governo local,uma situação que poderia ser contornada.Mesmo assim, podemos tomar isso como lição.São Paulo e o Brasil necessita de uma infraestrutura digna, não só pela água, mais em outras frentes(até comerciais).
Marcelo Previti (texto próprio)
A situação hídrica que São Paulo enfrentou e enfrenta até os dias atuais se da por uma verdadeira incompetência dos órgãos responsáveis.Obviamente que a escassez de chuvas é uma situação que irá se reverter( já que como diz uma das leis básicas da química, Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma, ou seja , a água não irá sumir), a grande questão é que tal situação poderia ter sido evitada
ResponderExcluirOs índices pluviométricos vem caindo, e isso não é de hoje.O governo estadual deveria ter analisado isso melhor, e previsto a situação hídrica( isso por que pesquisas que previam essa situação não faltavam, como a da USP de 2009).Essa era uma situação para ser analisada e contornada
Mesmo que os poderes locais não tivessem feito tais medidas, o que realmente assusta é a falta de infraestrutura para a água.Além de 50% aproximadamente das águas enviadas pela Sabesp se perdem.Além disso, a falta de chuvas está afetando principalmente o sistema cantareira, e não São Paulo inteiro(bacias como a do Rio São Lourenço estão quase cheias, e com a infraestrutura correta, poderia ser aproveitada)
Concluindo, o problema hídrico do estado de São Paulo se da pela inconsequência do governo local,uma situação que poderia ser contornada.Mesmo assim, podemos tomar isso como lição.São Paulo e o Brasil necessita de uma infraestrutura digna, não só pela água, mais em outras frentes(até comerciais).
Marcelo Previti (texto próprio)