sexta-feira, 29 de maio de 2015

As implementações do IPCC

 Este texto tem como objetivo compreender os conceitos relativos às implementações propostas pelo IPCC – Painel Internacional de Mudanças Climáticas.
Na Conferência de Kyoto realizada em 1977 no Japão foi apresentada a ideia do conceito de Sequestro de Carbono, com a finalidade de conter o acumulo de CO2 na atmosfera e a diminuição do efeito estufa.

De acordo com a proposta a conservação de estoques de carbono nos solos e florestas e a recuperação de áreas degradadas contribuiriam para a redução da concentração de CO2 na atmosfera.

Paralelamente à questão do sequestro de carbono foi apresentado o mecanismo de implementação Conjunta (joint implementation) que permite a um país como às empresas deste país reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, sem necessariamente tomar medidas no próprio país.

O conceito é simples, pois através dele um país industrializado e grande emissor de gases de efeito estufa poderão compensar suas emissões desenvolvendo projetos de redução de gases de efeito estufa em um país, localizado, por exemplo, na periferia do capitalismo e contabilizar a seu favor as emissões reduzidas.

Por sua vez o  Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) foi criado pela Conferência das Partes da  Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC - United Nations Framework Convention on Climate Change) como uma maneira de ajudar os países a cumprirem as metas do Protocolo de Kyoto.

Esta proposta consiste na implantação de um projeto em um país em desenvolvimento com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) e contribuir para o desenvolvimento sustentável local.

Assim cada tonelada de CO2 equivalente deixada de ser emitida ou retirada da atmosfera se transforma em uma unidade de crédito de carbono, chamada Redução Certificada de Emissão (RCE), que poderá ser negociada no mercado mundial.

E finalmente, o conceito de comércio de emissões de gases do efeito estufa, também originário do Protocolo de Kyoto, permite que  países e empresas possam cortar suas próprias emissões com a aquisição de créditos de compensação de empresas que possuem  um desempenho em um nível em que suas emissões estão bem abaixo da quota real de emissões, possibilitando, portanto, àqueles que não alcançaram a sua meta de redução possam utilizar o excedente de redução de outro país compromissado, ou seja, que também tenha metas em relação ao Protocolo de Kyoto.

Concluímos, portanto, que os temas apresentados para a implantação do IPCC e do Protocolo de Kyoto se relacionam e foram essenciais para que os países signatários e empresas tornassem concretas as ações ambientais para a redução do efeito estufa e a emissão de CO2, contudo, a não assinatura do Tratado pelos Estados Unidos comprometeram de forma decisiva os objetivos traçados uma vez que eles são os maiores emissores de gases poluentes do planeta.   

Joacir F.Pimenta
Geografia

Referências

Acessos realizados em 17/05/2015 – disponível em:

Universidade de São Paulo – USP


Ministério do Meio Ambiente





Uma reflexão a partir do documentário “Uma Verdade Inconveniente” (2006) sobre mudanças climáticas, mais especificamente sobre o aquecimento global, dirigido por Davis Guggenheim e estrelado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.


Entendemos que a questão que envolve o aquecimento global deva ser vista com a devida cautela, uma vez que é uma questão de caráter pluridisciplinar e  que portanto, deve ser muito bem estudada e analisada para não adquirir uma dimensão baseada no senso comum.

As questões apresentadas não devem ser vistas como algo irrefutável, pois sabemos que a ciência não é “estática” e que descobertas novas ocorrem constantemente e em todas as áreas do conhecimento, contradizendo o que já tinha sido dito e que até então era considerado verdadeiro e definitivo. 

Após as ressalvas apontadas, observamos que no filme a questão do aquecimento global é colocada como um problema de ordem moral ao mesmo tempo em que a problemática é apresentada de forma a-política, a-econômica e a-histórica ao não fazer críticas ao modo de produção capitalista e transferir aos indivíduos a responsabilidade pela situação do planeta.

É o que François Dosse nos ensina no livro A História em Migalhas – dos Annales à Nova História ao assinalar que “a negação da política num mundo de “ilusões perdidas” e com a ampliação do privado e o mascaramento das identidades sociais, ocorre uma perda da consciência da historicidade e sem o sentido do devenir humano, a consciência histórica se rende à pura descrição dos fatos.”

E assim os interesses políticos, econômicos e estratégicos relacionados às mudanças climáticas não aparecem no filme, além de não questionar o consumo, os padrões de desenvolvimento e o modelo econômico vigente.

Percebemos também que há uma retomada no filme de conceitos ligados às teses malthusiana e neomalthusiana de explosão no crescimento populacional mundial, segundo as quais o equilíbrio ambiental apresenta-se como produto do tamanho e crescimento da população, havendo assim, uma relação direta entre crescimento demográfico e pressão sobre recursos naturais, resultando daí a conclusão imediata da necessidade do controle populacional.

Na realidade os dados estatísticos indicam que o crescimento da população mundial está caindo e que a taxa de natalidade mundial que era de 3,3% em 1970, caiu para 2,1% em 2010 e a taxa média mundial de filhos por mulher, que era de 5,0 em 1950, caiu para 3,1 em 1995, e para 2,6 em 2010. Disponível em http://www.ufjf.br/ladem/2012/05/20/a-transicao-demografica-e-o-crescimento-populacional-no-mundo-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/.

Constatamos também que os maiores índices de crescimento populacional são registrados nos países pobres da América Latina, África e Ásia, portanto, regiões onde os níveis de industrialização, consumo e emissões são infinitamente menores em decorrência da pobreza da população.

Alguns pesquisadores contestam a hipótese do aquecimento global como, por exemplo, o Professor Dr. Luiz Carlos Baldicero Molion, que em artigo publicado na Folha de São Paulo de 31/07/2012 – Tendências e Debates refuta categoricamente a questão do aquecimento global ao afirmar que o “efeito estufa jamais foi comprovado” e contradizendo as argumentações oficiais  afirma  também que “após a Segunda Guerra Mundial, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu    até a metade dos anos 1970 e que, portanto, o Co2 não controla o clima global.”

E conclui afirmando que “como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

Diante do que foi brevemente exposto, entendemos que nós professores, devemos ter o discernimento e a cautela necessária para a abordagem da questão climática do planeta sem eleger uma única matriz teórica, além de aprofundarmos nossos estudos para podermos transmitir da melhor forma possível um tema tão polêmico. 



Joacir Feliciano Pimenta
Geografia  

Referências
DOSSE, François, A história em migalhas: dos Annales à “Nova História” – São Paulo : Ensaio: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1992.
MOLION, Luiz Carlos Baldicero - Folha de São Paulo – Tendências/Debates – 31/07/2012.


Relatório “Mind your Step”, calcula a pegada ecológica de smartphones dos 10 maiores fabricantes mundiais. Você sabe quanta água é gasta na produção do seu celular? Além de água e terra o processo tem impacto direto na vida trabalhadores

 
Por Redação do Akatu 
Os smartphones proporcionaram mudanças significativas na vida das pessoas, mas poucos percebem o impacto de sua produção no meio ambiente. A extração de materiais da terra e o processo de fabricação de um smartphone resultam em uma significativa pegada ecológica, revelou uma pesquisa da Trucost, feita a pedido da Friends of the Earth, aliança internacional de organizações em prol do meio ambiente.
Um único smartphone genérico consome em sua produção 12.760 litros de água e 18 metros quadrados de solo, segundo o relatório Mind your Step, que calcula a pegada ecológica de produtos como botas de couro, café, camisetas e chocolate. O levantamento da Trucost levou em conta os smartphones dos 10 maiores fabricantes mundiais.
A fase final de fabricação e montagem do smartphone é responsável por 40% dos gastos de água do processo. A obtenção de materiais brutos consome outros 40% de água utilizada na produção de um smartphone, enquanto 14% são consumidos na fabricação de componentes eletrônicos que serão utilizados no smartphone.
A demanda por terra na cadeia produtiva de um smartphone vem principalmente da produção de materiais para embalagem (55% do uso da terra), enquanto a extração de material bruto demanda 39% do uso de terra e a mineração consome 5% do uso da terra na fabricação de smartphones.
Além de água e terra, a fabricação de um smartphone exige a extração dos chamados elementos de terras raras, usados para produzir bateriais, lâmpadas LED, placas de circuito eletrônico e telas de vidro. A China domina o mercado desses elementos, que no processo de extração têm um forte impacto no meio ambiente. A mineração dos elementos de terra rara gera resíduos como arsênio, bário, cádmio, chumbo, fluoretos e sulfatos, o que resulta em 75 mil litros de água ácida e gases tóxicos.
A produção de smartphones também tem impacto na vida trabalhadores. Uma investigação do Friends of the Earth revelou que muitos trabalhadores morrem ou são feridos nas minas da Ilha de Bangka, na Indonésia, de onde vem um terço do estanho no mundo. O estanho é uma componente chave na fabricação de smartphones. A mineração de estanho está devastando as florestas locais, contaminando a água e o solo, além de danificar os recifes de corais.

 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Lei nº 12.305/10 - Política Nacional de Resíduos Sólidos

POLITICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS 

A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.
Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).
Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo e pós-consumo.
Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microregional, intermunicipal e metropolitano e municipal; além de impor que os particulares elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Também coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que concerne ao marco legal e inova com a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quando na Coleta Seletiva.
Além disso, os instrumentos da PNRS ajudarão o Brasil a atingir uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que é de alcançar o índice de reciclagem de resíduos de 20% em 2015.

Giuliano B Perasolo /arbos sbc / 1º A / N 12
Confiram a dica de vídeo do aluno Giuliano Busatto Perasolo - 1EM - Unid. SBC
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eview YouTube video Meio Ambiente - A destruição causada pelo Homem

Crise hidríca



A região metropolitana de São Paulo vive a pior escassez de água dos últimos 80 anos. Há vários meses, o noticiário informa consecutivos recordes negativos no sistema Cantareira, reservatório responsável por abastecer a capital e vários municípios do entorno. No ápice da crise, o racionamento, até pouco tempo descartado pelo governo estadual, já é dado como certo, e outras medidas de contenção, como aplicação de multas para quem desperdiçar, estão sendo cotadas  ambas com impacto direto para o consumidor.

A crise decorre de décadas de mau comportamento em relação ao uso da água e do solo, e também de uma relação cultural equivocada que nós, brasileiros, temos com os recursos naturais. Vivemos uma cultura de abundância de água. Ninguém pensa em seca em região de Mata Atlântica, que é uma área de abundância de rios, cachoeiras e florestas. Mas viemos perdendo as florestas, por meio do uso do espaço urbano de forma completamente desordenada. Isso causou dois problemas graves: concentração do consumo da água [na região metropolitana] e aumento da poluição em praticamente oito vezes. A falta de água hoje na Grande São Paulo é muito mais decorrente da poluição e do desperdício do que do clima. Os eventos climáticos extremos potencializaram a crise, mas eles não são os culpados." Diz Malu Ribeiro especialista em gestão de recursos hídricos e coordenadora da Rede de Águas da Fundação SOS Mata Atlântica. 

Rebeca Centurião - 1EM






Problemas ambientais


Os problemas ambientais de âmbito nacional (no território brasileiro), relacionados à degradação da diversidade biológica ocorrem desde a época da colonização, estendendo-se aos subsequentes ciclos econômicos (pau-brasil, cana, café, ouro).

Infelizmente nosso planeta é afetado por vários problemas ambientais, muitos deles provocados por diversas ações humanas. Estes problemas afetam a fauna, flora, solo, águas, ar e etc.
Sendo os principais agravantes de ordem rural e urbana, os seguintes:
- perda da biodiversidade em razão do desmatamento e das queimadas;
- degradação e esgotamento dos solos decorrente das técnicas de produção;
- escassez da água pelo mau uso e gerenciamento das bacias hidrográficas;
- contaminação dos corpos hídricos por esgoto sanitário;
- poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O índice de desmatamento em nosso território é tão alarmante que chega a pontuar proporcionalmente o Brasil como o segundo país, atrás apenas da China, com maiores áreas devastadas em todo o mundo.

Rebeca Centurião - 1EM